Close

Não tem uma conta?

Faça seu registro!
lock and key

Entre na sua conta.

Login

Esqueceu sua senha?

A Jornada – O início da viagem de Dungeon World

A Jornada – O início da viagem de Dungeon World

Toda jornada tem um começo, e não poderia ser diferente com o Dungeon World! Então neste passo de nossa jornada vamos falar um pouco do surgimento quase que por acaso do jogo e de suas diversas incarnações até o formato definitivo do livro que conhecemos.

A história do Dungeon World começa em 2010, com o lançamento de outro jogo, o genial Apocalypse World do Vincent Baker, que tomou de assalto a cena de RPGs indies com suas mecânicas simples em si, mas que geram escolhas complexas para os jogadores, em uma integração deliciosa do sistema de regras com o universo ficcional. O Baker que não é bobo nem nada, já havia sacado que o Apocalypse World, embora fosse um jogo que evocasse um gênero bem específico (filmes pós-apocalípticos), tinha uma mecânica central (os movimentos) que poderia ser usada para vários outros gêneros narrativos e abriu o sistema do jogo para a criação de hacks – basicamente outros jogos que usassem as regras (ou parte delas) publicadas no AW. Não demorou para que surgissem dezenas de hacks do Apocalypse World, e um deles se chamava….

Apocalypse D&D

Apocalypse D&D! Criado pelo Tony Dowler, o hack logo foi super bem recebido pela comunidade de jogadores do AW, e começou a receber colaborações múltiplas (esse tópico no Story Games inclusive tem o que parece ser a primeira colaboração do Adam Koebel, aka skinnyghost, com o jogo que ele viria a lançar dois anos depois!). Não demorou para o Dowler espalhar uma versão em PDF do Apocalypse D&D, que causou chamou ainda mais atenção para o jogo.

Com uma galera jogando o hack, o autor começou a pensar seriamente em seu desenvolvimento, e logo caiu a ficha que o nome Alguma coisa “D&D” não seria muito bem recebido pelos advogados de uma certa empresa. Então ele chamou a comunidade pra pensar um novo nome, e aí surgiu não apenas o título que conhecemos hoje, mas também as colaborações do Sage LaTorra, outro cara que viria a ser um dos autores do Dungeon World.

Com a comunidade em chamas, capitaneada pelo Sage e depois pelo Adam, o Dungeon World foi sendo moldado em inúmeras versões, e eventualmente o Tony se afastou dando sua benção ao projeto e deixando o jogo a cargo da dupla dinâmica aí de cima. Em 2011 a primeira versão impressa do livro, apelidada de “red book” foi levada a Gen Con como um experimento, um jogo ainda em desenvolvimento, e se esgotou rapidamente, o que só aumentou a expectativa em torno do projeto!

Entre 2011 e 2012 o Dungeon World cresceu de um jogo com algumas dezenas de folhas para um calhamaço de quase 400 páginas, passando por incontáveis revisões e playtestes. A medida que o jogo chegava a sua forma final os autores decidiram começar a planejar seu lançamento através do financiamento coletivo, e a campanha lançada em Junho de 2012 (simultaneamente com nosso anúncio da versão nacional!) foi um estrondoso sucesso, conseguindo não só mais de vinte vezes sua meta, mas também tendo uma das sacadas mais criativas vistas em um financiamento coletivo de RPG – cada meta extra era representada por uma sala de masmorra, e durante a campanha os colaboradores juntos esmagaram metas viajando entre os planos, lutando em uma arena, encarraram demônios do gelo e mais uma porção de representações malucas das metas, que tinham até um mapa mesmo!

Depois da campanha incrivelmente bem sucedida, o Dungeon World foi lançado como conhecemos – um calhamaço de 390 páginas, com capa mole (apenas a versão limitada do Kickstarter teve capa dura), e bem, como não poderia deixar de ser, tem encontrado uma excelente recepção entre a comunidade de jogadores, com mais de 2 mil cópias vendidas depois do fim da campanha e provavelmente alguns prêmios vindo por aí no segundo semestre. Nada mal mesmo para um hack despretensioso não é?

 

2 comentários