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Resultado da Primeira Fase de Avaliação do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos 2013!

Resultado da Primeira Fase de Avaliação do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos 2013!

Rufiões, piratas e concubinas, depois de algum atraso finalmente é chegada a hora da primeira etapa eliminatória do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013! Já fazem mais de três semanas que o prazo para o envio dos jogos se encerrou, e acreditem, foi ao mesmo tempo muito divertido e um puta trampo ler todos os 45 jogos recebidos. Sério, nunca imaginamos que seriam tantos jogos assim!

Ficamos abismados com a quantidade de jogos inscritos no concurso deste ano, foi até meio intimidador ter tanta coisa assim produzida em 15 dias! Certamente esse aumento incrível (foram 28 no primeiro concurso, 27 no segundo e agora isso!) se deu influenciado pela consolidação da discussão de criação e design de jogos de RPG na cena brasileira. Vamos torcer e continuar fazendo esforços para que essa tendência continue e tenhamos cada ano mais jogos diferentes, inusitados e divertidos em nossas mãos!

E em 2013 novamente consideramos que nosso duplo experimento do qual vocês participaram teve êxito em comprovar que: 1) qualquer um pode criar um jogo completamente novo em pouco tempo, desde que se dedique a isso; 2) o RPG nacional independente continua vivendo um ótimo momento, com cada vez mais gente animada a produzir e debater suas ideias. Então missão cumprida, parabéns para todos nós!

Mas embora consideremos que todos os participantes mereçam aplausos e consideração infinitos pelo trampo, criatividade e dedicação concentrados em somente 15 dias, também precisamos fazer a discussão para chegarmos, entre tanto esforço e criatividade, naqueles que foram mais bem sucedidos dentre os critérios de avaliação previamente divulgados. Mais uma vez é bom lembrar que esta não é uma avaliação de quais consideramos os melhores jogos em geral, mas sim os mais adequados as propostas e critérios do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013. Neste ano, assim como em 2012, eliminamos alguns ótimos jogos na primeira etapa devido as restrições temáticas, e que apesar de terem ótimas sacadas, ficaram devendo neste quesito ou na completude. Nosso conselho: se acredita em seu jogo, volte com ele para a prancheta, mude o que achar necessário (se for necessário mudar algo!) e continue a correria! Muito do que vimos por aqui pode ser publicado com alguns ajustes, e sem o contexto das restrições temáticas, como vimos inclusive nos anos anteriores. Então mão na massa!

Em relação a avaliação e feeedback, este ano faremos de forma parecida com 2012, mas com uma novidade – a final!. Na Primeira Etapa, que se encerra hoje, avaliamos e eliminamos aqueles jogos que não atendiam plenamente aos parâmetros de  completude, adequação temática (uso substancial e criativo dos temas e eventualmente das metas alternativas de design) e afinidade entre regras e conceitos. Todos os 45 jogos passaram por essa etapa, e foram lidos e debatidos pelos integrantes da Secular, que selecionaram 22 para prosseguirem para a Segunda Etapa, que vai prosseguir por mais um mês.

Os jogos que passarem para a Segunda Etapa, serão novamente avaliados, desta vez com um retorno ainda mais profundo e qualificado, não só pelos bucaneiros Seculares, mas também por um corpo de juízes convidados e super ninjas! Os juízes serão anunciados em breve, e cada um deles vai avaliar apenas três jogos designados de forma aleatória, os quais darão notas e farão uma avaliação também qualitativa, que esperamos que seja recheada de críticas espertas e sugestões valiosas! No final, a média das notas dos avaliadores Seculares com a do juiz convidado será a nota final do jogo na segunda fase do concurso.

Os 22 jogos da Segunda Etapa, serão divididos em 4 grupos aleatoriamente, cujas análises serão divulgadas semanalmente, sempre as segundas do mês de Abril, começando no dia 1º (mão é mentira!). O restante das avaliações serão divulgadas nos dias 8,15 e 22 de Abril. No dia 22 de Abril saberemos quais foram os 4 jogos com as melhores notas, e estes se classificam para A Final, que ocorrerá no fim de semana dos dias 27 e 28 de Abril, durante o Laboratório de Jogos evento no qual conheceremos o vencedor do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013!

Podem ficar tranquilos que ainda nesta semana publicaremos a lista com os 4 grupos de jogos e uma explicação mais profunda sobre a segunda e terceira etapa. Mas agora vamos ao que interessa: É hora de conhecermos os 23 jogos que abandonam o Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013. São aqueles que, por um ou outro deslize foram desclassificados com base em algum dos critérios básicos de avaliação. Lembrem-se que foram 45 jogos, e como prometido resolvemos pegar pesado nas avaliações deste ano! Tentamos deixar claro o motivo que nos levou a esta avaliação, assim como eventuais pontos que nos chamaram a atenção positivamente sobre os jogos, mas caso algo ainda tenha ficado nebuloso por favor perguntem nos comentários deste post ok? Então vamos lá!

A Raiz:

  • Apesar do título, o tema Raiz infelizmente não está incorporado às regras ou ao próprio cenário de forma real. Existe uma “raiz” que é uma espécie de mundo principal, com o qual os personagens sequer interagem ou fazem qualquer uso do mesmo.
  • A Raiz também não foi representada nas regras. Talvez poder buscar equipamentos de lá ou interagir com ele de alguma forma para ganhar vantagens nas dimensões paralelas deixaria o sistema mais interessante, e mais de acordo com as intenções do concurso.
  • O jogo é bem legal, mas está incompleto no que tange à utilização de equipamentos. Considerando que no sistema você faz um rolamento somando um bônus de “atributo” com um bônus de “equipamento” (de +1 a +3) ao resultado de 1d6, me parece que deixar os bônus de cada um dos equipamentos para o “bom senso do mestre” incomoda um pouco. Excelentes ideias para XP e os Pontos de Acesso.

Agentes da Criação:

  • Interessante, usa de forma bem elaborada o conceito de clones de outra dimensão. Os personagens são pessoas que podem absorver talentos de seus duplos, que por serem infinitos, podem levá-los a um conhecimento absoluto. O sistema é bem simples e interessante, proporcionando testes rápidos com certa granularidade, alcançando o propósito exato do autor.
  • Os Agentes da Criação são responsáveis por matar todos os clones dessa pessoa, e a própria, para impedir que ela adquira a sabedoria infinita. Infelizmente, não existem informações de regras a respeito dos agentes para serem usados como antagonistas, ou mesmo se eles possuem armas, poderes ou capacidades especiais, ou se são apenas pessoas comuns. Não é informado também seu modo de operação. Com isso, acho complicado sua utilização como antagonistas.
  • Os poderes dos personagens também são confusos, e há partes que dizem que os talentos aprendidos são aleatórios, junto de um defeito aleatório, e em outros momentos que eles são definidos pelo jogador, em conjunto com um defeito dado pelo mestre. Não é informado como seria essa aleatoriedade, ou como é feita a escolha realmente. Dessa forma, acredito que o jogo não pode ser efetivamente jogado.

Alternatrix:

  • Jogo muito bem elaborado, e bem completo. É uma espécie de futuro alternativo para a trilogia Matrix. Possui regras representando as diversas situações propostas, equipamentos, veículos, e ações tanto dentro quanto fora da Matrix.
  • No entanto, o jogo ou as regras acabaram não refletindo o tema conquista, apenas dimensões paralelas (a entrada na Matrix) e raízes, que têm uma representação na ficha de personagens, em parte pela profecia, em parte pela fidelidade a uma cidade, mas ambas têm pequeno impacto no jogo, em momentos bem específicos. Conquista, por exemplo, poderia ser representada pelo confronto entre as diferentes cidades, cada uma com suas próprias ideias, e qual delas estaria na frente, ou mais poderosa em dado momento, ou algo assim.

Aventuras Extraordinárias:

  • Jogo pulp no qual os personagens são heróis que tentam libertar a terra de uma invasão alienígena. Tem também uma temática dieselpunk, considerando que toda tecnologia é movida a gasolina (e pressupondo a existência de tecnologia fantástica e anacrônica). Tem um sistema interessante de determinação, uma espécie de pontos de vida que os personagens perdem sempre que falham nos testes, até não se animarem a fazer mais ações enquanto não se recuperarem, que acredito representar bem o tema da conquista. O sistema de rolamento de dados é simples e permite algumas escolhas interessantes, como arriscar aumentar a dificuldade para ganhar mais dados.
  • Infelizmente, considerando sua proposta, o jogo não está completo. Não há informações suficientes para a utilização dos alienígenas ou seus capangas como adversários, como quais são suas tecnologias, poderes especiais, como agem ou interagem com os humanos em geral e com os personagens subversivos dos jogadores. A mecânica de adicionar dados por qualquer item pessoal que faça sentido na ação é simples e elegante, mas um jogo que tem uma temática dieselpunk ou steampunk não me parece completo sem um sistema mais elaborado de criação de bugingangas, mesmo um bem simples como o de Castle Falkenstein.

Borderline:

  • Jogo intrigante, a respeito de pacientes de um hospício , e os médicos que acompanham seu tratamento, que acabam podendo também ficar loucos devido à subversão da realidade que seus pacientes proporcionam. Os jogadores gastam “Pontos de Realidade” para alterar uma situação a seu favor, tornando tudo cada vez mais estranho e surreal, uma mecânica bem interessante e divertida, contudo, que não parece elaborada o suficiente para proporcionar uma partida.
  • Os jogadores possuem 30 pontos de realidade e os gastam em testes, cuja dificuldade é estabelecida por um narrador (aqui chamado de Supervisor), ou simplesmente para alterarem a realidade. Contudo, as dificuldades e os dispêndios de pontos são deixados ao total acaso, de acordo com o “bom senso” do Supervisor, sem tabelas ou exemplos para guiá-lo. Apesar de interessante, a mecânica principal do jogo está incompleta, o que impede que uma sessão de jogo ocorra normalmente.

Cataclisma:

  • Jogo a respeito de um cataclisma em nosso mundo, proporcionado pela abertura constante de portais para dimensões paralelas que estão desestabilizando o espaço-tempo. Os jogadores devem encontrar formas de fechar estes portais antes que eles consumam nosso mundo, uma espécie de ponto focal de todos os outros universos que existem. O jogo conta com um sistema de criação aleatória de portais, incluindo o momento no qual eles surgirão, como serão as terras além deles e como fechá-los.
  • A mecânica de testes é simples e eficaz, utilizando cartas de baralho, mas as regras não refletem os temas apresentados. Tanto raiz quanto subversão aparecem apenas como parte do cenário, com os personagens tentando desfazer as alterações de realidades trazidas pelos portais (e pelos seres extraplanares que os criaram) e retornando sempre para sua terra natal. O sistema de regras, apesar de bem completo, não reflete esses temas.

Club do Café:

  • Jogo a respeito de heróis da história e literatura brasileira que viajam pelo tempo e espaço com o uso de um relógio mágico, e por isso, personagens de várias eras interagem entre si. O sistema de resolução de ações é simples e elegante, com um viés de aposta, podendo ser modificado pelos sentimentos do personagem.
  • Apesar de elegante, o sistema não traz os elementos de subversão ou de dimensões paralelas que o jogo tenta apresentar, infelizmente.
  • Destaque para as sensacionais versões adultas de Pedrinho e Narizinho, e para o fantasmagórico Brás Cubas.

Divinum Conquestum:

  • O cenário do jogo e sua proposta estão confusos – quais são os desafios enfrentados pela Entidade e seus Avatares? Como se manifestam? Qual é exatamente o pano de fundo? Como seria uma partida padrão? Dificilmente seria possível planejar e conduzir uma sessão do jogo.
  • A premissa me lembrou um pouco o maravilhoso Nobilis, da R. Sean Borgstrom. Pode ser uma boa referência para aprimorar alguns conceitos do jogo.

Eleições Galáticas do Espaço:

  • Embora a proposta seja muito divertida (me lembrou um pouco o “President of the Galaxy” desenvolvido anos atrás pelo sensacional Jason Morningstar para a falecida de 1 jogo por semana da RPG.Net ) não é um jogo de RPG ou narrativo – é uma espécie de jogo de estratégia. Com um polimento melhor da proposta e regras, poderia ser um jogo rápido e muito bacana!

Erótica:

  • Achei a utilização dos temas confusa, um pouco sem uma liga. O tema “erotismo” foi utilizado como um sinônimo de “desejo” (talvez em uma concepção um pouco psicanalítica – a falta jamais realizada?), o que foge da proposta temática: há espaço para uma interpretação livre, mas não creio ser possível realizar uma ressemantização do tema. Dito de outra forma, “erotismo” não é “desejo”. A mesma coisa acontece para um reflexo mecânico que poderia ser interessante: a “atração” relaciona-se com a ideia (tema?) “desejo” e não com o “erotismo”. O tema “subversão”, embora devesse integrar o cenário e ser inclusive um fio condutor do jogo, ficou ainda mais solto.

ESC: 

  • O jogo trabalha muito bem o tema “Dimensões Paralelas”, mas deixa a desejar ao lidar com “Conquista” e “Clones”.  Embora um tema possa levar ao outro, a ideia da proposta temática é trazer esses elementos ao ponto central do jogo, de maneira muito explícita, embora com uma grande possibilidade de livre interpretação. Conforme apontado pela própria descrição do livreto, é um jogo muito mais sobre “Fuga” dos protagonistas que “Conquista” pelos antagonistas. Da mesma maneira, poderia interpretar a “Conquista” como relacionando-se a “Consciência”, mas seria muito mais sobre “Evolução” que “Conquista”.
  • Já o tema “Clones” foi minimizado: os principais adversários dos “Runners” no jogo são seus próprios clones, que também possuem a capacidade de saltar entre as dimensões. Essa ideia é interessante, mas o tema “Clone” é pouco problematizado e mecanicamente secundário: o jogo funcionaria com todas suas premissas (as dimensões paralelas, os saltos, a fuga, a elevação da consciência) se os “Cyber-Clones” não fossem clones e sim, digamos, agentes munidos de um traje de viagem extra-dimensional.

Fedora

  • A premissa do jogo é muito interessante, mas o autor não conseguiu realizar sua proposta, enviando apenas um documento com o que viria a ser o jogo, uma proposta. Assim o Fedora enquanto jogo é tão incompleto que não existe informação suficiente sequer para avaliá-lo daqui pra frente.

Garra

  • O jogo é profundamente focada na simulação de lutas, inspirado em games como Street Fighter e outros deste gênero, e apesar de possuir vasta gama de regras sobre o assunto, não cumpre os parâmetros do concurso, seja com os temas escolhidos (erotismo e conquista, aliás ficou faltando uma, já que nenhuma meta alternativa de design foi escolhida).

Genealogia:

  • O jogo oferece um cenário bem detalhado e até em partes amarrado as mecânicas, mas foge dos parâmetros de avaliação por se preocupar demasiadamente com a simulação. Os pontos heroicos que é onde o sistema mais se afasta do tradicional poderia ser mais desenvolvido, não ficando apenas a cargo arbitrário do mestre, e sim amarrado pelas mecânicas.
  • A descrição do jogo no questionário ultrapassa os 1200 caracteres, quando foi pedido claramente um máximo de 300 toques, justamente para que houvesse um esforço em ser sucinto e claro.

Imensurável:

  • Sistema bastante elaborado sobre exploração marítima, mas muito focado na simulação. O pecado do autor para o concurso foi não amarrar os temas escolhidos – conquista e subversão – intrinsecamente às mecânicas. Mas é um jogo detalhado, que deve agradar muito os fãs de jogos mais estratégicos e de simulação de exploração marítima.

Operação Hecatombe:

  • A premissa e o cenário são muito interessantes e tem ótimo potencial para ser desenvolvido, chegando a ter contato com as mecânicas.  Os temas estão presentes no cenário, mas não foram suficientemente exploradas na sua relação com as mecânicas, e consideramos que não ocupam papel central no jogo como proposto.
  • O Deja Vu e a Instabilidade genética – as duas mecânicas mais promissoras – poderiam ser melhor exploradas, reavaliando o limite de 2 pts Deja vu apenas por personagem, e atrelando-a mecanicamente ao sistema, ou invés de relegar a arbitrariedade do mestre. A instabilidade mecânica poderia ter conseqüências mais narrativas que complicassem a vida dos personagens, lançando dilemas aos jogadores. Vale a pena continuar seu desenvolvimento!

Retorno de Chilam:

  • Jogo utiliza os temas Subversão, Raízes e Dimensões Paralelas, mas a principal mecânica do jogo (Roda de Ego) é de dominação e resistência contra o espírito ancestral que te dá forças. Esta mecânica central é um pouco parecida com aquela icônica do Wraith, o que é uma ótima sacada, mas não nos parece tratar fortemente de nenhum dos temas escolhidos. E essa mecânica definitivamente é o cerne do jogo…
  • O conceito original do jogo (o risco de se perder para uma criatura antiga e poderosa durante o processo de salvar uma realidade corrompida) esta presente em sua mecânica central (a Roda de Ego), mas os temas são tratados de maneira secundária e periférica em relação a este conflito.
  • O salto entre as dimensões inverte completamente a mecânica da Roda de Ego, o que é uma sacada incrível!
  • O jogo tem boas ideias, mas o sistema de resolução não é muito inspirado (d20 contra o nível do atributo).

Revolutio:

  • O jogo na verdade parece um kit de ferramentas para um sistema genérico, e não possui muito foco em sua proposta.
  • A mecânica do mestre-entidade como “alguém que define o status quo” é uma premissa interessante, mas a flutuação dos pontos se baseia em elementos fracos em relação a própria proposta do jogo (dano e falhas causados aos personagens).
  • A discussão sobre os mercados (legítimo e mercado negro) é deslocada e sem muita função. O tema “Subversão” não é representado pelo mercado-negro de forma alguma.
  • Clonagem foi o nome dado uma mecânica de votação e recompensa por boas representações que com NADA se refere ao tema “Clones”

Seishin Sekai – Purgatory

  • É basicamente um jogo de luta com diversos golpes e mecânicas, mas não utiliza nenhum dos temas escolhidos (subversão e dimensões paralelas) de maneira significativa.
  • A lista de vantagens e desvantagens do jogo (que tem umas boas 7 ou 8 páginas) é basicamente toda retirada do GURPS, com direito a velhos conhecidos como Abascanto, Hipoalgia, Memória Eidética e por aí vai…
  • A meta “Feito para Durar” deixava claro que a mudança dos personagens não deveria ser só através do acúmulo de poder, no entanto a mudança e avanço dos personagens no jogo não condiz com esta proposta.

Succubi

  • Apesar do nome raízes infernais, o tema de Raízes aparece pouco nesta mecânica.
  • O tema Erotismo, embora permeie todo o jogo, e tenha até regras próprias (a perícias eróticas) são tratadas como mais um conjunto de perícias, sem nenhuma diferenciação profunda ou inovação.
  • O jogo é bacana, mas parece incompleto e sem muito objetivo além da mera sedução e aumento de poder (e o próprio autor percebe isso ao discutir a possibilidade de introduzir inimigos). Os temas possuem mecânicas que pouco representam sua importância na trama.

Succubus:

  • Antes de tudo é importante dizer que a  ambientação do jogo em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais é bem feita, interessante e possui muita personalidade!
  • Ainda assim, nenhum os temas possui uma representação mecânica consistente ou central para o jogo.
  • Segundo o autor, “o objetivo desse jogo é fazer os personagens encararem seus desejos e mostrar as consequências disso.” Como o jogo faz isso? Existem regras de combate mas não de desejo…

TéssEros

  • Não existem mecânicas específicas para o mestre, embora a meta alternativa de design – O mestre também é um jogador! – tenha sido escolhida. O que temos é uma mecânica bacana de narrativa compartilhada (A rodada narrativa) que é focada especialmente nos jogadores.
  • O jogo parte de uma premissa incrível da exploração dimensional através do sexo, mas parece incompleto  se focando muito na criação de personagens e deixando um pouco de lado suas propostas mais interessantes, como a viagem dimensional, os fetiches e a exploração.
  • Infelizmente o jogo nos pareceu uma avalanche de boas ideias, mas que não são suportadas por suas próprias mecânicas.

tRYGAMES

  • Jogo de forma geral explora pouco sua proposta e o faz de maneira bastante tradicional, sem aprofundar na relação entre os competidores do tRYGAME, e como o próprio jogo propõe descobrirem “até  que  ponto  eles serão  capazes  de  ir  em  busca  da  sua  liberdade  e  seus  desejos”. Infelizmente nada disso aparece no jogo.
  • Os temas subversão e conquista não parecem muito relevantes no jogo, e se bem amarrados poderiam ser centrais a proposta acima apresentada.

Estes foram os jogos que, por um ou outro motivo, não vão prosseguir para a Segunda Fase do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013. Esperamos ver pelo menos alguns deles desenvolvidos e continuados em seus respectivos blogs, fóruns, redes sociais, e mesas por aí!

Desta forma, passaram para a Segunda Fase do  Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogo 2013 os seguintes jogos:

Boa sorte aos participantes, e nos próximos dias teremos mais informações sobre os juízes, os 4 grupos e as datas de suas avaliações e sobre a emocionante final. Fiquem ligados!

 

42 comentários

  • Canijan disse:

    Ansiedade valeu a pena \o/

  • Danielfo disse:

    E como eu esperava, os deslizes que cometi me tiraram da parada. Porém as dicas que me deram foram muito boas para aprimorar o jogo, gostei mesmo.

  • Diego Astaurete disse:

    To dentro!

  • Paulo Diovani disse:

    Quase tive um infarto enquanto rolava a página, ano que vem vou criar um jogo cujo título começe com “A”.

    Parabéns a todos os colegas que participaram, e um duplo parabéns aos que passaram à segunda fase. 😀

    Vamos agendar playtests a partir de agora, gente.

  • Loney disse:

    Até me surpreendi com alguns dos eliminados! Parabéns pra toda a galera aí, e boa sorte para os que passaram para a segunda fase!

  • Perder a primeira semana do concurso foi fatal pro Imensurável, como eu já esperava. Agora, torcendo pelo Mestre dos Vigaristas!

  • Eu me surpreendi de ver o meu projeto nesta segunda fase – e, da próxima vez, vou seguir o conselho do Diovani.

    E sim, agora eu estou mais que disposto a realizar os playtests do Sombras do Brasil, já que a fase “draft” já passou.

    Só por ter a chance de participar foi uma vitória para mim, e acredito que o mesmo valha para todos os demais participantes. Que os jogos continuem se aprimorando, e vamos que vamos!

    • Danielfo disse:

      Eu usei essa tática e me dei mal, rsrsrsrs. Perdi as esperanças logo no começo, hehehe. Mas a crítica ao Alternatrix foi muito positiva, ao menos para mim. Eu fiz um playtest do jogo e o resultado não reflete o demérito pela desclassificação. Lembrando que o concurso avalia a capacidade e criatividade de encaixar o jogo dentro dos temas, coisas que eu cometi um deslize.

      • Se as críticas forampositivas, Danielfo, você não se deu mal: pelo contrário, estais no caminho certo.

        Eu ainda não tive a chance de fazer um playtest do Sombras, portanto ainda me falta um feedback mais preciso sobre. E é nisto que me baseio nesta segunda fase -não necessariamente em passar para a próxima, mas em saber no que o jogo pode melhorar.

        • Danielfo disse:

          Estou tentando organizar os playtest para esse jogos lá no garagem Jairo, aparece por lá. Quem sabe não dê para organizar um hangout com o seu jogo?

  • Julio Matos disse:

    Aew Sensacional galera!

    Parabéns a todos que passaram para segunda fase e para os que não passaram, continuem investindo em suas ideias, agora sem amarras de temas!

    E obrigado também a quem está torcendo pelo Mestre dos Vigaristas! Se todos contarmos essa história juntos, ela se tornará uma verdade com muitas testemunhas! 😀

  • RenatoN42 disse:

    Parabéns a todos que passaram, mas dos que eu vi até agora eu só posso dizer uma coisa: Vai lá Áureos! \o/

  • Alan disse:

    Aí, curti o feedback, como tinha suspeitado… acabei saindo, mas foi algo que também fiquei consciente. Boa crítica. Bem agora é trabalhar para melhorar. Só fico profundamente decepcionado por não ter passado para a segunda fase, que era a minha meta para o concurso, enfim, nem tudo são flores.

    Parabéns a todos, li todos os 45 jogos e gostei da vontade de todos de expor ideias. Se você acredita que dará certo, continue. 😀

  • Daniel Violato disse:

    Alguém mais tem a impressão de que os jogos de a a c foram avaliados por pessoas diferentes das de d ao fim? Fiquei feliz de ir pra segunda fase, e acho que em breve vou poder voltar a ter vida pra ler e discutir os jogos dos coleguinhas.

  • Mallien disse:

    Infelizmente não foi dessa vez, Parabéns a todos os participantes e fiquei feliz de ver meus três favoritos: Sussurrus, O mestre dos vigaristas e Yggdrasil passarem para a próxima fase.

    Foi bom ter participado de um concurso com essa galera fera no game design.

    Acho que para o tempo que Hélio e eu tivemos para construir o jogo, Uma semana e poucos dias via chat e e-mail Africa – Brasília. Fizemos até um negócio bacana.

    Assim que concluirmos a TRIADD voltaremos ao nosso universo Aztecpunk!

  • Poxa que legal! Eu, Dragão foi muito bacana de fazer. Espero que continuem baixando e mandando feedback. Parabéns a todos os participantes!

  • Canijan disse:

    Só fiquei chateado em ver RPG’s ai que praticamente são copias de algo já existente e que viola direitos autorais, e como foi bem claro nas regras da secular tinha que ser ogirinal e o ruim é que esses rpgs foram selecionados, não estou me queixando por ter perdido, até gostei só assim melhoro o meu RPG, mas esse fato foi o que me deixou triste. Quero ver se for publicado como fica os direitos autorais…

  • Jota Marques disse:

    Foi uma grata surpresa ver que meu jogo conseguiu chegar a segunda fase. Quem quiser fazer o playtest ou tiver críticas, sugestões ou palavrões para o Sombras e Marionetes, pode me mandar no email jotamqs@gmail.com ou comentar la na postagem do blog (tocadojota.wordpress.com).

  • Rodrigo Viana disse:

    Putz, eu deveria ter aplicado os updates antes de esperar o resultado, talvez eu tivesse conseguido. Parabéns aos classificados.

  • Guga Figueiredo disse:

    Maravilha!!! Confesso que estava nervoso! E que não li o post direito… então achei que a primeira lista eram dos jogos que haviam passado pra próxima fase!!
    Cara… a sensação é muito boa!
    Parabéns a todos os outros participantes que avançam comigo, e boa sorte a todos.
    Aos que não avançaram no concurso deste ano, parabéns por terem participado e continuem jogando e criando mais!

  • […] povo da Secular Games, mas valeu toda a tentativa. Você pode encontrar todos os jogos neste link aqui, e já ter a lista dos […]

  • lukas darko disse:

    valeu pelos elogias pessoal da secular, realmente faltou bastante coisa. mas agora é só olhar pra frente e tentar completar o jogo e um dia talvez publica-lo.

  • betatron disse:

    Vejo só um paradoxo na primeira observação sobre TéssEros.
    Vocês dizem que a meta alternativa de design não foi cumprida, pois não há mecânicas específicas para o mestre, porém, observam que existe uma mecânica focada especialmente nos jogadores. Acontece que o meste também é um jogador, como diz o título da meta de design. Os recursos limitados que o mestre dispõe são os mesmos dos jogadores, pois ele está integrado aos jogadores. Não existem mecânicas específicas, porque o mestre não é um jogador especial, ele é um jogador como os outros. Caso a meta fosse: faça do mestre um jogador que segue regras próprias, aí temos uma coisa. O mestre também é um jogador me parece genérico o suficiente, além de fácil compreensão, para você fazer que ele siga as mesmas regras que todos os jogadores vão seguir.
    Com essa observação de vocês fico pensando:
    Esta meta alternativa era uma pegadinha?
    Porque vocês dão a opção de criar algo diferente, se ao analisar essa diferença buscam as mesmas coisas que estão habituados a encontrar no RPG tradicional?
    Grato pelos elogios.

    • Paulo Diovani disse:

      Ainda não li o seu jogo, mas pelo que entendi da meta “O mestre também é um jogador” ela ainda exige a presença de um Mestre do Jogo. Diferente de jogos sem mestre como FIASCO ou o Mestre dos Vigaristas do Julio.

      Para satisfazer a meta era necessário existir um Mestre, sim, mas que este tenha recursos limitados. Mais ou menos como acontece em Este Corpo Mortal.
      Se o TéssEros não tem este papel, acho correta a avaliação da @Secular.

      • betatron disse:

        Você não leu as regras e a secular games está correta. Parabéns pela brilhante carreira na promotoria.

        Caso você não tenha lido o texto da meta alternativa, não há em nenhuma parte a exigência da presença de um mestre, somente que ele tenha de lidar com recursos limitados. Que a meta alternativa queira que seja desenvolvido algo na linha de Este Corpo Mortal ou semelhante ao RPG x é interpretação exclusivamente sua.

        Mas você não leu, então não sabe que o jogo tem mestre.

        Imagino que a Secular Games, a única que tem a obrigação de ler alguma coisa aqui, mesmo que seja em um passar de olhos, não precise ser cegamente “defendida”, ainda mais por quem nem se deu ao trabalho de ler sobre aquilo que vai criticar com tanta propriedade.

        • Paulo Diovani disse:

          Caro betatron, se você deixou um comentário aqui é natural esperar por feedback não apenas da Secular, mas de qualquer leitor.

          Eu não critiquei seu jogo e muito menos a secular, apenas expressei minha opinião.

          Agradeço pela compreensão.

          • betatron disse:

            Claro. E se você fala o que quer sobre o que não sabe, recebe uma resposta á altura.

          • Guga Figueiredo disse:

            “Quem fala o que quer escuta o que não quer” sério? Esse é seu argumento?

          • Guga Figueiredo disse:

            Essa resposta aí era pro betatron.

            Mas ja que tive que fazer isso vou me estender… Ou não

            O Julio ja disse tudo ai embaixo

    • Julio Matos disse:

      Olha só Betatron

      Se você tem algum questionamento quanto a sua avaliação, acredito que o menor canal pra debater sobre ele seja o mesmo e-mail de contato que foi usado para enviar o jogo. A galera da Secular é super acessível e creio que ficaria feliz em alongar as explicações sobre a avaliação.

      Este concurso não é só feito pela Secular, mas também por toda a galera que participa, se ajuda e quer ver o cenário de Game Design brasileiro cada vez mais forte.

      Reclamar abertamente da regras e reagir aos comentários de outro companheiro, que teve muito mais intenção de esclarecer do que qualquer outra coisa, não adiciona nada ao concurso e acredito que nem a você.

      No final das contas, com essa atitude todos perdem infelizmente, já que afinal, não estamos disputando prêmio nenhum :(

  • Guga Figueiredo disse:

    Quanto material ainda posso postar a respeito do meu jogo, Poliverso no caso. Estou ainda trabalhando o cenário.

  • Bob NErd disse:

    Muito bons. Gostei de todas as ideias e desejo muita sorte aos participantes, mesmo os que não passaram para a próxima etapa porque queria vê-los publicados. Esse concurso é uma grande vitrine.
    Parabéns aos que passaram, vocês são demais. Os jogos estão excelentes! Estou ansioso para ver quem vai se sair melhor. Sorte para todos!

  • Pessoal que animou de ler os jogos: revisei o texto do Massa Crítica e eliminei alguns erros bem feios. O arquivo revisado pode ser encontrado em http://goo.gl/NbLo5 . Faça download para abrir com um índice interativo!

  • […] apenas 22 jogos foram selecionados para continuar. E o nosso jogo, Eros | Tânatos prosseguiu. Aqui uma breve avaliação dos que […]

  • Lucas disse:

    Desculpe não trazer nada de interessante como comentário más eu descobri sobre esse concurso a 2 dias e venho lendo diversos projetos, porem o jogo Eu dragão não se encontra mais disponível no link original. Peço que se possível alguém que tenha o “.pdf” dele guardado me envie por favor, fico agradecido e também parabenizo os grandes criadores que participaram do concurso. Emal para o envio >>> lucasbobo22@hotmail.com.br