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Conheça a Tribo de Meru!

Conheça a Tribo de Meru!

O artigo abaixo foi escrito pelo Giltônio e publicado originalmente no Mamute #2, embora tenha sofrido pequenas alterações.

Segundo a tradição estabelecida com o Mamute #1, tomo algumas páginas para apresentar ao leitor Tribo de Meru, um Roleplaying Game concebido e desenvolvido na forma mais tradicional do gênero, e que deve aparecer lá pelo final de 2012 (se o mundo não acabar antes!), fruto de algumas ideias que venho insistindo em colocar no papel e também de uma edição caprichosa do Rafael Rocha, o blogueiro new school que dispensa apresentações.

O FIM DO MUNDO (ou, o início de todas as coisas)

Tribo de Meru merece uma variedade ampla de adjetivos: é um jogo futurista, fantástico e pós-apocalíptico. Embora seja futurista, nada tem de semelhante com Cyberpunk 2020 ou outros jogos assim definidos. É fantástico, mas sua fantasia é bastante distante daquela que vemos em uma aventura clássica de Dungeons & Dragons. É pós-apocalíptico, mas se você pensou em Madmax ou Fallout, pensou completamente errado!

A Terra Devastada surge de um interesse genuíno de unir todas essas coisas em um jogo que é essencialmente conceitual. Tribo de Meru (assim como Busca Final, antes dele) é todo construído ao redor de uma premissa: a ideia de que em um futuro não muito distante o mundo físico e o mundo espiritual (existe um mundo espiritual!) entrarão em choque, e nós levaremos a pior. Confrontados com seres incrivelmente poderosos e cruéis, saídos de seus maiores pesadelos, os homens comuns serão enlouquecidos, escravizados ou simplesmente mortos, travando uma guerra sem esperanças, pelo menos até o surgimento de Meru…

Meru, um guerreiro de virtude ímpar, foi capaz de fazer contato com espíritos dispostos a ajudar os homens ao invés de destruí-los, criando uma oportunidade única para ele e seus seguidores retribuírem o ataque implacável das hordas que avançam a partir das terras do espírito. Bem, como você já deve ter imaginado, cada um dos jogadores será responsável por interpretar um dos seguidores de Meru, os protetores daquele que talvez seja o único povoamento humano que ainda resta intacto: o Protetorado do Horizonte, habitado por aqueles que se tornaram conhecidos como a Tribo de Meru.

FÚRIA E VIRTUDE (ou, como o pano de fundo acima se traduz em um jogo de RPG)

Como eu já disse, Tribo de Meru é desenvolvido a partir de uma premissa. No que, então, ele é tão diferente de Busca Final? Eu diria que, principalmente, em sua finalidade. Enquanto nosso jogo anterior foi pensado fundamentalmente como uma proposta de narrativa compartilhada sem muitas regras que pudessem prender o andamento da história, Tribo de Meru propõe-se a ser um RPG clássico, em que os jogadores criam personagens selecionando características diversas, gerenciam recursos, testam habilidades o tempo inteiro e, depois de tudo isso, observam as personagens evoluindo para enfrentarem desafios cada vez maiores. Se isso te pareceu descrever sua mesa semanal de Dungeons & Dragons não se assuste, a maioria dos RPGs é pensada e criada assim!

Em Tribo de Meru, os seguidores que os jogadores interpretam são chamados de bushis. Na nossa história, Meru, que era um profundo conhecedor das sociedades existentes anteriormente à invasão do mundo espiritual, se espelhou no que sabia a respeito do bushido para elaborar um código de virtude que fosse aceitável e possível de ser transmitido a outros indivíduos menos sábios que ele. Aqui, Coragem e Honra são mais do que conceitos abstratos: eles são os atributos básicos das personagens, roubando o lugar tradicionalmente ocupado por elementos como Força, Destreza e Inteligência.

De forma semelhante, Fúria e Virtude são mais do que meras ideias a serem interpretadas, apresentando recursos alocados pelo jogador para utilização em suas rolagens, aprimorando seus resultados ou direcionando-os para uma finalidade específica. Um de nossos objetivos no desenvolvimento do jogo é justamente fazer com que cada aspecto não seja nunca limitado a caracterização e narrativa, integrando de alguma forma também o sistema de regras. Se conseguimos ou não, vocês saberão em um futuro não muito distante.

A EXECUÇÃO (ou, como tirar tudo isso da cabeça e colocar no papel)

Ao contrário de Busca Final, Tribo de Meru exige tempo e investimento em um sistema de regras robusto e complexo. Algumas das minhas reflexões a respeito eu compartilho na página da Secular e também no meu blog pessoal, outras eu debato com o Rocha quando nos reunimos para discutir o rumo que o livro está tomando ou nas sessões de playtest que temos realizado em Belo Horizonte. Nós queremos muito que este seja um RPG único não apenas por uma premissa exótica, mas primeiramente por aliar regras e conceito em um trabalho de qualidade. Não sabemos quanto tempo vai demorar para elaborar e testar tudo o que precisa ser elaborado e testado, mas nosso objetivo é que ele seja publicado ainda em 2012.

Por hora, o que posso dizer é que estamos genuinamente empolgados para fazer desse um projeto tão bem-sucedido quanto Busca Final. Ficou interessado? Estamos procurando pessoas com disposição para realizar testes abertos com as regras antes que elas cheguem a uma versão definitiva. Se você tem interesse em fazer parte de um projeto independente e totalmente brasileiro, é um bom momento para começar!

 

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