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Tribo de Meru – O Primeiro Teste!

08 ago Laboratório | Comentários desativados em Tribo de Meru – O Primeiro Teste!
Tribo de Meru – O Primeiro Teste!

Hoje um grupo de cobaias corajosas apareceu aqui em casa para uma primeira sessão de teste do meu jogo novo, Tribo de Meru. Não tenho certeza, mas acho que já disse isso antes: ao contrário do Busca Final, que é um jogo bastante experimental e pouquíssimo limitado além da imaginação dos jogadores, o Tribo é, desde a origem, muito mais convencional. Assim sendo, ele tem regras – várias delas – que precisam ser extensivamente testadas!

Na verdade, já tinha um tempo que estávamos querendo começar essa primeira bateria de testes. Como o Rocha está editando o livro, tem acompanhado o processo de escrita bem de perto, e cada reunião sempre terminava com uma sensação de que muitas coisas nós não saberíamos enquanto não testássemos. Eu tinha me comprometido a conduzir os primeiros testes depois que terminasse o primeiro manuscrito do Capítulo II, o que aconteceu pouco depois da RPGCon. Era então apenas uma questão de tirar do papel.

Os Jogadores

Um dia Tribo de Meru sairá das mesas de teste e se tornará mais um na galeria de jogos da Secular. Se nós conseguirmos fazer dele o jogo que queremos, tenho certeza de que muito mais gente vai jogar o jogo. Nesse dia, vai ser no mínimo curioso conhecer o grupo de teste original. Nesse caso, vou apresentá-los a vocês:

Eduardo, Rafael, Vinícius e Leonardo – o grupo de teste original de Tribo de Meru!

Eduardo Caetano: Acredito que para o pessoal que lê esse blog o Eduardo dispensa apresentação. Além de ser um jogador motivado, o cara é também um game designer habilidoso (quem duvida pode ir conferir o Violentina, ou sua contribuição ao nosso concurso de criação de jogos) e testador compulsivo de novos jogos. Queremos trabalhar cada vez mais com ele, então foi natural incluí-lo nos primeiros testes do Tribo.

Rafael Rocha: O punho de ferro que move a Secular. Como editor do Tribo de Meru, o Rocha também tinha uma vaga garantida no grupo de testes, e o fato de que ele pode levar suas experiências com o jogo para o trabalho de edição agrega ainda mais valor à sua participação. Se tudo isso não fosse o bastante, o Rocha já leu e jogou sistemas suficientes para ser capaz de dar bons insights a respeito de praticamente tudo no jogo. Bem vindo à Tribo, amiguinho!

Vinícius Motta: Embora não seja o punho de ferro de nenhuma editora independente e nem um game designer de talento reconhecido, o Vinícius é um daqueles caras que gosta muito de RPG, e transita com facilidade do d20 ao World of Darkness. Quando o convidei para testar o Tribo de Meru, ao contrário dos dois acima, ele topou sem ter lido sequer uma linha sobre o jogo. Seu estilo analítico agrega muito aos testes.

Leonardo Nocchi: Assim como o Vinícius, o Léo não vem de um background em produção de RPG, mas possui um perfil de jogador interessante pra nós. Embora não seja um macaco velho dos RPGs de mesa como os demais, o cara traz do World of Warcraft e similares a sua capacidade de farejar de longe uma mecânica a ser abusada, que inclusive já foi útil logo na primeira sessão, enquanto eu explicava a mecânica de combate.

A Dinâmica

Como expliquei aos jogadores logo no início, a sessão de hoje tinha por finalidade apresentar o cenário e criar personagens. Só começaríamos a jogar se conseguíssemos transitar rapidamente pelo restante, o que não foi o caso. Embora eles não tenham tido dificuldades com as mecânicas em si, existia sempre algo novo pra explicar e detalhes a serem repassados durante o processo criativo, e já não tínhamos começado no horário combinado…

Por um lado, foi interessante também o fato de que não nos prendemos às mecânicas de criação de personagem e background do cenário. Deles, apenas o Rocha conhece o livro a fundo, de forma que os restantes estavam curiosos também para saber o que seus personagens poderiam fazer e como isso seria feito. Por isso, acabei ocupando um tempo adicional para explicar detalhes da mecânica de combate e do equilíbrio espiritual dos bushis de Meru, por exemplo, algo que não imaginei que seria feito hoje.

Obviamente, a primeira etapa não termina aí. Como marcamos no próximo domingo para ter jogo de verdade, eles receberão o documento com as regras do jogo para, se necessário, analisarem o que tem à disposição ao longo da semana e fazerem eventuais alterações ou apontamentos que julgarem importantes. Hoje mesmo, por exemplo, o Rocha chamou a minha atenção para uma lacuna significativa nas regras que apenas apareceu no momento em que começamos a pensar personagens; imediatamente começamos a trabalhar nisso.

Enquanto aguardo novas reflexões dos jogadores, minha meta é preparar um jogo que seja interessante, mas que ao mesmo tempo sirva para testar as principais mecânicas que temos à mão. Enfim, acho que uma semana é tempo de sobra pra isso!

Conclusões iniciais

Embora seja apenas o início de um processo que tem tudo para ser longo, essa primeira sessão foi esclarecedora e animadora, inclusive pela empolgação dos próprios jogadores. Eu me preocupava, por exemplo, que os personagens e o tipo de coisa que eles fazem não despertassem interesse genuíno durante os primeiros testes. À medida que eu descrevia habilidades e os jogadores curtiam as possibilidades, no entanto, percebi que não era esse um motivo de preocupação.

Também me preocupava, no entanto, que cada jogador talvez tivesse escolhas demais a fazer durante a criação, mas nenhum dos participantes me pareceu a qualquer momento sobrecarregado pelas decisões a serem tomadas. Nesse ponto, me parece que o jogo está no caminho certo.

O ponto forte, me parece, foi a facilidade na criação propriamente de personagens. Embora eu tenha gasto muito tempo explicando as escolhas a serem feitas e as opções disponíveis, a criação em si foi bastante fácil, me levando a crer que um personagem iniciante para um jogo de Tribo de Meru poderia ser feito em 15 minutos ou menos por uma pessoa que já conhecesse o sistema. Para mim, pelo menos, essa é uma virtude.

É claro que é cedo pra cantar vitória a respeito de qualquer coisa, mas como já disse, estou bastante satisfeito e aguardando o próximo domingo!