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A RPGCon Através dos Olhos do Visitante/Expositor/Palestrante

12 jul Artigos | 3 comments
A RPGCon Através dos Olhos do Visitante/Expositor/Palestrante

Lá vou eu falar de mais uma edição daquele que é, em minha opinião, o evento mais importante de RPG do calendário nacional: a RPGCon. A Secular participa da RPGCon desde sua primeira edição das mais diferentes maneiras; fechamos com a organização desde os primórdios, simplesmente porque gostamos não apenas de vender peixe, mas também de falar sobre o processo naqueles (poucos) níveis aos quais temos acesso. Cada ano traz novas lições; acreditamos demais na missão que o Wallace e o D3 assumiram, e viemos para somar.

Dito isso, quero falar da minha experiência em três partes, pois pra nós foi uma aventura com princípio meio e fim: a RPGCon antes, durante e depois. Para uma análise pura e simples do evento, vá direto ao “durante” e esqueça o resto.

Antes

Eu e Garrell saímos de casa para Confins bastante adiantados, e sabíamos que mesmo assim chegaríamos bem perto da hora de voar (é nisso que o trânsito de BH se transformou…). Uma leitura equivocada do e-mail da companhia aérea foi o suficiente para perdermos o voo, chegando ao check in meia-hora atrasados.

Conversa daqui e de lá, decidimos ir para Campinas e de lá pegar um suposto ônibus que nos levaria de Viracopos para Congonhas. Com isso, já estava decretado que não íamos conseguir fazer nada em São Paulo na sexta-feira (eu, pelo menos, já que o Garrell não tem problemas em chegar à balada às 2 da manhã…). Voo tranquilo, na medida do possível, chegamos a Campinas prontos para enfrentar mais uma hora até Congonhas. Nada disso.

Como a aventura não pode parar, já em solo paulista fomos descobrir que o tal ônibus sobre o qual tínhamos sido informados em Belo Horizonte não existia! Restavam duas alternativas: um táxi até São Paulo por trezentos reais ou uma aventura na Rodovia dos Bandeirantes, com carro alugado, quase pela metade do preço.

Eu nunca tinha dirigido em São Paulo, mas todo mundo com quem conversávamos insistia que não tinha como dar errado, então decidi encarar a aventura – como diz um amigo da cidade do meu pai, bom mesmo é ter história pra contar. Placas de 120 Km/h numa rodovia duplicada com cinco pistas de cada lado? I’m in!

Graças ao GPS da Localiza, cheguei no hotel por volta das 3 da manhã, enquanto o Garrell ia pra uma festa sabe deus onde. Cinco horinhas de sono e um dia de ralação depois de duas horas no volante? Fácil demais. Como eu me saí? Essa é a parte seguinte…

Durante

Chegando no hotel acordei o Rocha e o Espartano, é lógico. Resenha curtíssima daExpedition to Campinas e vou tentar pegar no sono ainda com a cabeça a mil. Demorei um bom tempo, mas no fim consegui cochilar e nem estava tão mal quando acordei, por volta das oito, pra enfrentar o evento. Banho – café – metrô – estande. Reggae na caixinha, broches na lojinha, mais uma vez a Secular veio com a proposta de manter o astral da galera que passava por lá elevado, e acho que conseguimos.

A FRI desse ano foi, como bem colocou o Rocha, próxima da perfeição. A organização foi extremamente cuidadosa e atenciosa com os expositores, e o espaço arrumado para nós não poderia ser melhor: o pátio aberto do colégio, bem na entrada do evento, onde era possível circular entre os estandes ou simplesmente ficar batendo papo, além de estarmos ao lado do auditório principal, um grande trunfo para quem quer expor produtos em um evento como esse.

Para mim foi uma satisfação encontrar pessoas que eu só conhecia pela internet, além de rever conhecidos dos anos anteriores. Autografei exemplares do Busca Final, fiz propaganda do Mamute II, perdi alguns bottons no dado, mas faz parte do jogo. Enfim, pode parecer clichê, mas é necessário dizer que a RPGCon é uma vitória da comunidade, e a diminuição do público em relação ao ano passado não pode ser visto como um enfraquecimento: na verdade, acredito que o evento se fortaleceu!

Sábado, ao meio-dia, fizemos junto com o pessoal da Retropunk, Red Box e Coisinha Verde a nossa palestra sobre produção de RPG independente. Infelizmente, os temas eram diversos e o tempo acabou encurtando em função do atraso da palestra anterior. A verdade é que ficou muita coisa por ser dita, e a lição principal para o próximo ano é: precisamos organizar essa mesa redonda com antecedência, mesmo se for para decidirmos que ela continua sendo um bate-papo desorganizado!

Além do estande e da palestra sobre produção de RPG independente, nosso outro compromisso era a aguardada palestra das editoras. Não vou ficar falando extensamente sobre o tema (até porque, esse não é um blog de notícias), mas minha visão é a seguinte: o RPG nacional precisa mais do que nunca das iniciativas independentes: existe espaço sobrando, demanda reprimida, ou sei lá como chamam isso. Publiquem!

Minha satisfação especial desse ano foi encontrar o pessoal no Buteco RPG. A bebedeira pós-evento sempre acontece, mas eu e o resto dos Seculares sempre acabávamos debandando pra outros lados. Nesse ano resolvemos prestigiar, e me arrependi de não ter feito o mesmo nos anos anteriores. No fim das contas, vou a Sampa para encontrar esses nerds, então porque ir beber em outro lugar ao invés de beber com eles?

Mais uma vez, cheguei ao hotel já na alta madrugada, precisando acordar no dia seguinte para colocar o estande funcionando. Resultado? Só aparecemos no evento já por volta das 11 da manhã, numa correria total, mas com a barraquinha Secular em ordem novamente. Sem palestras pra dar, jogos pra mestrar ou qualquer coisa parecida, os seculares puderam ficar por conta, como de fato ficamos. Reggae na caixinha e o dia andou rápido. Quando percebi já era hora da Mesa de Vidro, o espaço procedimental adequado para descer a lenha no evento.

Esse ano eu nem tinha muito que falar, o Rocha expôs bem o sentimento geral: só a boa-vontade da equipe não vai fazer a RPGCon se divulgar sozinha! Para o ano que vem, uma programação adiantada e uma divulgação com antecedência é o mínimo que devemos esperar. O espaço é ótimo e a comunidade é maravilhosa, mas tem esse ou aquele detalhe ainda esperando para que o evento possa realmente ganhar a força que merece, e nesse momento me parece que o marketing é o principal.

Depois de algumas pedradas, voltamos pra casa. Com menos transtornos que na ida, é verdade.

Depois

Como assim, depois? Não é um relato do evento? Sim, mas quero aproveitar para falar também sobre o que acontece na Secular após a RPGCon.

Todos os anos a RPGCon funciona para nós não apenas como um espaço para encontrar pessoas e mostrar nosso trabalho, mas também como um momento de recarregar as baterias criativas e nos fazer novamente acreditar nas ideias que pensamos em desenvolver. Eu, por exemplo, andei bastante ausente dos nossos projetos, dedicando tempo para outras coisas, e pretendo compensar isso agora.

Além do Tribo de Meru, Violentina e Onírica, queremos trazer mais material para o mercado, queremos novos projetos e vamos trabalhar para que as nossas ideias continuem encorajando as pessoas a tentarem fazer algo também, afinal, como diz o Rocha, “se nós podemos, qualquer idiota pode”.

Aguardem notícias!

 

3 comentários

  • Alan Silva disse:

    Fiz um comentário disto lá no blog do Giltônio. Abraços.

  • Pô, Giltônio, apesar dos perrengues e tal, eu achei massa toda essa história. Ano que vem, vamo marcar de ir junto… quem sabe minha companhia não renda um pouco mais de sorte pra vocês. rs

  • Fábio Silva disse:

    *APLAUSOS*
    Cara, fiquei emocionado com o relato, pela sinceridade e simplicidade. Você conseguiu despertar em mim o sentimento de angustia que permaneceu adormecido em mim pelo fato de não ter ido ao RPGCon.

    Nunca fui e acreditava que a experiência e as amizades que faria me ajudaria a impulsionar meus projetos com a loja de RPG que estou organizando e meu estudo sobre a possibilidade de publicação de material.

    Fico feliz que o evento tenha sido realmente animado e triste por não poder participar. Farei mais esforços para que no próximo ano esteja presente, mesmo que talvez sem estande.