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Avaliações – Oasis

17 abr Concurso Faça Você Mesmo | Comentários desativados em Avaliações – Oasis
Avaliações – Oasis

Juiz Convidado: Tiago Junges

Este é daqueles jogos que esperamos muito ver completo, com ilustrações e tudo mais. Ele é bem como eu gosto: mecânica simples e que vai direto ao assunto, e ainda tem uma história muito legal. Varios conceitos ja vistos em alguns cenários pós apocalípticos, mas muito bem abordados.

O cenário cria “pontos-de-luz” em uma saga interminável. Achar o “Oasis” é o objetivo do jogo e motivação de todos personagens. Isso torna o jogo mais direto e divertido. Qualquer coisa pode acontecer no caminho, e acontecerá! Isso da oportunidades para infinitas historias, coisa que é muito importante em um RPG. E mesmo tendo tantas opções, não é necessário descrever muito o cenario para já entender.

Como falei, esse jogo se tornará realmente completo com ilustrações. A narrativa do inicio do texto é excelente e te passa a ideia do jogo, mas a estética realmente seria a cereja do bolo. Uma estética explicada adiante meio retro-futurista-pos-apocaliptico (hehehe) muito legal!

O uso dos temas foi muito interessante e soube separar bem. Achei que poderia ter usado o “Luto” com mais enfase, talvez na mecanica. Mas de resto está genial. Como falei na outra avaliação, foi extremamente dificil pra mim fazer um jogo usando bem os 4 temas, então já está de parabens por isso!

Então vamos para a parte que eu mais gosto: A Mecânica do Sistema!

Usamos aqui um baralho de cartas comum, e é basicamente um jogo de Blackjack. Muito bem pensado, formulado e equilibrado. Além disto, as regras são faceis de compreender e me parece muito rápido de jogar. Como muitos jogos narrativistas, não há mecanicas além dos testes, dando muito mais foco a historia. Particularmente acho isso fundamental em um jogo com esse proposito. A “Energia” sendo o tamanho do baralho é outra sacada muito legal, mas que me da algumas duvidas quanto ao equilibrio do jogo. Aquelas coisas que precisam ser testadas e que nenhuma teoria iria explicar. Mas como não podemos criticar isto em um jogo que foi feito em 15 dias, não vamos entrar neste assunto. De qualquer forma, me parece uma mecanica bem equilibrado e divertido.

Outro destaque na mecanica é o uso das palavras-chave. Eu acho esse tipo de mecanica muito legal pois substitui numeros por descrições. Mas pelo que entendi você só pode “invocar” o efeito uma vez por sessão. Isto poderia ser repensado. Entendo que é um efeito poderoso e que vai livrar muitos jogos ruins (substituir uma carta em blackjack é muito poderoso mesmo), mas de repente criar um outro uso para eles além disso. É um conceito muito legal para deixar sem destaque.

A construção de personagem e de aeronaves é muito interessante pois lhe da apenas algumas escolhas em vez de uma distribuição de pontos self-service. Claro que ainda tem alguns pontinhos para dar aquele toque final no seu personagem. As aeronaves também são construidas assim, e são praticamente um personagem a parte. Gostei muito disso (só achei o lance do sacrifício de crianças meio sem proposito, mesmo se tratando de um mundo cruel).

Bem, em geral eu fiquei muito contente de avaliar este jogo e vejo um futuro grande nele. Ele é curto, mas que abre leque para muitas coisas. O Marcelo Eugênio Amaral de Faria (outro Marcelo?) está de parabéns pelo seu trabalho. Continue com a produção do Oasis e teremos mais um grande título de RPG aqui no Brasil!

Avaliadores Secular Games

A leitura do primeiro capítulo de Oasis é como um sopro refrescante de boas idéias utilizadas em conjunto. Misturando ciência e jornada, o autor apresenta um divertido cenário onde a água se torna rara e o combustível relativamente abundante em um futuro pós apocalíptico. Com isso, as pessoas vivem em enormes naves-cidade que voam pelos céus e se ajudam ou digladiam por recursos, terras cultiváveis, comida e água. Foi bem divertido ler a idéia de um cenário pós apocalíptico de combustível abundante e quase mágico, pois normalmente este é o primeiro recurso que se esgota e é buscado avidamente pelos personagens.

Além disso, a ausência de uma força inimiga específica torna o jogo bastante baseado em uma moralidade da liberdade contra o ferro e fogo, e pessoas de visões de mundo diferente podem se ajudar ou se atacar, considerando que combates desnecessários poderiam desperdiçar vidas e outros recursos importantes e escassos, mas é uma ferramenta importante de sobrevivência no momento certo.

Os personagens são criados à partir de pacotes de habilidades e distribuição de pontos. Além disso, cada um recebe algumas “palavras-chave”, que funcionam de forma similar aos Aspectos de FATE, permitindo bônus em situações ou ações ligadas a elas. Os jogadores criam também sua nave, que é o local onde seus personagens moram, vivem e viajam em sua eterna jornada em busca do Oasis (que pode ser real ou não no contexto do cenário). Ela é uma parte importante da equipe, e será foco de diversas histórias.

O sistema é estranho, utilizando cartas que são alocadas em quantidades e limites variáveis de acordo com a dificuldade da ação e as características do personagem. O jogador deve conseguir um valor alto nas cartas, sem estourar o limite imposto, como em blackjack (ou vinte e um), utilizando um deck pessoal variável. Parece pouco intuitivo e capaz de consumir bastante tempo em mesa, mas não é nada complexo, e acaba sendo uma idéia que, com algum trabalho de teste e desenvolvimento, pode render melhores frutos.

O jogo possui poucos exemplos, e parece ter sido escrito às pressas pelo autor, considerando que ele promete um pouco mais do que entrega, mas é claramente um diamante bruto, aguardando apenas uma boa lapidação para se tornar em uma bela jóia!